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- 14º FAM (Florianópolis Audiovisual do Mercosul), Santa Catarina - BRASIL

- CINESUL 2010 - Festival Ibero Americano de Cinema e Vídeo, Rio de Janeiro

- VI Encuentro Encuentro Hispanoamericano de Cine y Video, México DF, de 17 al 24 de abril de 2010

- XXXVI Jornada Internacional de Cinema da Bahia

- AmazôniaDoc, 1ºFestival Pan-Amazônico de Documentários, Belém - PA

AVANT PREMIERE!!

14.12.2009: 20h30 - Cineteca Nacional, Centro Cultural Palacio La Moneda (Plaza Ciudadanía nº 26, nivel-2)

16.12.2009: 12h y 16h - Fundación Salvador Allende (República 475 – Santiago de Chile
56 (2) 6899515 – (Fax) 56 (2) 6899479)

17.12.2009: 21h - Cancha 1º de Mayo, Población La Vcitoria, calle 30 de octubre con 1º de Mayo

18.12.2009: 18h30 - Parque La Bandera, San Ramón - Santiago Sur

LA MONEDA

(Brasil / Chile - cor - DVCam - 52 minutos - 2009)

¡Assista trecho do documentário!

 

Prêmio Especial Menção Honrosa do Júri na XXXVI Jornada Internacional de Cinema da Bahia

" por conter informações necessárias à soberania
latino americana e de importância ao meio ambiente"

contato: sussuaranafilmes@yahoo.com.br

Documentário investigativo sobre a extração de recursos minerais no Chile. Reflete sobre episódios históricos como a Guerra do Pacífico, no século XIX, e o período da Unidade Popular do então presidente Salvador Allende, quando foram nacionalizadas as principais minas de cobre do país - em resposta veio a ditadura militar liderada por Pinochet. O tema segue nos dias de hoje, quando 2/3 da produção de minérios do país está nas mãos de multinacionais que não pagam impostos. O projeto da mineradora canadense Barrick Gold choca ambientalistas ao propor remover glaciais andinos para extrair ouro da mina de Pascua Lama.

A forte economia mineira chilena e a herança de Salvador Allende.

depoimentos e apoio de pesquisa:
JULIAN ALCAYAGA - magíster em Direitos Humanos na U. de Sorbone
LUCIO CUENCA - dir. do Observatório Latino-Am. de Conflitos Ambientais
HÉCTOR A. VEGAS - historiador da Universidad de Chile de Antofagasta

No atual contexto geopolítico da América Latina, duas questões estão permanentemente na pauta das discussões. A primeira é a necessidade de cuidados de preservação ambiental e de políticas que valorizem os recursos naturais da região em prol ao desenvolvimento social de suas populações. Outra questão discutida é a eficiência e legalidade dos processos de nacionalização que são adotados por governos mais ousados como o de Hugo Chávez na Venezuela e Evo Morales na Bolívia. A importância da indústria estatal para a receita pública de um país é evidente, muito embora a atual tendência econômica neoliberal leve a um caminho contrário. Pensemos por exemplo no papel que tem a Petrobrás para a saúde monetária do Estado brasileiro. Um exemplo emblemático da importância que uma indústria estatal forte pode exercer na economia de um país e o contraste que esta pode chegar a uma semelhante privada é o que se pode observar na atual economia chilena - entendida como exemplo de economia neoliberal bem sucedida na América Latina. O primeiro que se deve saber para entender a economia chilena é que ela é basicamente mineira, alicerçada na extração do cobre. E também que o cobre é a segunda riqueza natural mais vendida no mercado internacional, atrás apenas do petróleo. É importante saber também que a região mais rica em cobre do pais é justamente o extremo norte, conquistado da Bolívia e do Peru durante a Guerra do Pacífico, ainda no século XIX. Aquela famosa guerra que deixou a Bolívia sem saída ao mar. Hoje quando se discute o direito boliviano a um porto livre no pacífico se esquece da imensa riqueza natural que o pais perdeu no conflito. Na época do conflito o Chile era um pais que incorporava os preceitos liberais, enquanto o governo boliviano pretendia começar a cobrar impostos às companhias salitreiras inglesas e estadunidenses. Com apoio inglês os chilenos venceram o conflito. Na mesma região que foi conquistada pelo estado chileno nesta guerra, algumas décadas depois, descobriu-se imensas reservas de cobre. A principal delas é Chuquicamata, a maior mina de cobre a céu aberto do mundo. Em 1971 as riquezas dessa mina, junto às outras 4 grandes minas em exploração na época, foram revertidas ao estado chileno graças à nacionalização promovida por Salvador Allende. A nacionalização teve como base a resolução 1803 da XVII Assembléia Geral das Nações Unidas, de 14 de dezembro de 1962 chamada Sobre a Soberania Permanente dos Recursos Naturais. Nela se reconhece o direito inalienável de todo Estado dispor livremente de suas riquezas naturais de maneira conforme aos interesses nacionais e em respeito à independência econômica dos Estados. O economista chileno Julian Alcayaga Olivares, especialista na questão mineira ressalta: “para se ter uma idéia da importância da nacionalização, em 2004 a CODELCO (Corporación Nacional del Cobre - criada oficialmente em 1976 a partir da junção das 5 grandes minas nacionalizadas por Salvador Allende em 1971) rendeu aos cofres públicos através de impostos 6 vezes mais do que a soma de impostos pagos pelo conjunto das mais de 10.000 empresas privadas existentes no pais, incluindo as demais empresas mineiras, pesqueiras e madeireiras, os bancos, companhia de seguros, etc. Vale ressaltar que a soma da produção dessas empresas é duas vezes mais que a da CODELDCO. Hoje, há documentos que comprovam que a nacionalização do cobre promovida Allende foi o principal motivo da ingerência estadunidense que apoiou o golpe militar de 73, que levou Allende à morte e instaurou a política de terror e violação de direitos humanos comandada por Augusto Pinochet. O mais importante de se notar é que a importância da nacionalização era tamanha que Pinochet não voltou a privatizar as minas estatais deixadas por Allende. Ao contrario, mesmo frente às pressões internas e externas para “desnacionalizar” o cobre, em 1976 o governo militar criou a CODELCO a partir da fusão das 5 grandes minas nacionalizadas por Allende em uma única grande empresa estatal. Pinochet indenizou as multinacionais nacionalizadas, o que até então não ocorrera, e criou decreto lei que determina que 10% do lucro da CODELCO seja diretamente revertido às forças armadas chilenas. Paralelamente, os novos investimentos na mineração não apenas voltaram a ser permitidos ao capital privado e estrangeiro, mas o estado chileno, aos poucos, passou a oferecer regalias ao investidor privado”. Assim, hoje no Chile aquela empresa que demonstre prejuízo em seu balanço anual, seja por pagamento de dívidas ou qualquer tipo de prejuízo inclusive fora do território chileno, fica isenta de impostos. Graças a esse benefício, em 2004 a Comissão Especial de Tributação do Senado afirmou que entre 1995 e 2002 as mineradoras estrangeiras não pagaram nenhum dólar de imposto de renda ao estado chileno, com exceção da Mineradora Escondida e Mantos Blancos S.A., que contribuíram em duas oportunidades. O próprio presidente chileno à época, Ricardo Lagos, disse em um programa de televisão que “uma dona de casa que compra menos de um quilo de pão paga imposto, mas as mineradoras multinacionais não pagam”. No Chile, existe um total de 47 empresas multinacionais mineradoras. Nos últimos 12 anos, as multinacionais de cobre levaram do Chile 23 milhões de toneladas do mineral, o que representa um valor de 43 bilhões de dólares, e não pagaram impostos. As empresas privadas exploram hoje 2/3 do cobre extraído do país.

Atualmente, a mineração chilena enfrenta uma questão emblemática que desnuda o tipo de atuação de boa parte das empresas multinacionais privadas na América Latina. Trata-se do projeto minerador Pascua Lama, da companhia canadense Barrick Gold Corporation, que escandaliza não apenas por suas características econômicas que não asseguram nenhum retorno financeiro ao estado chileno, mas principalmente pelo descaso com o meio ambiente e com as populações que vivem na região onde se pretende extrair ouro. A Barrick Gold é a terceira empresa produtora de ouro no mundo, com minas ativas nos Estados Unidos, Canadá, Peru, Tanzânia e Chile. Em 1997, representantes dos governos de Carlos Menem, da Argentina, e Eduardo Frei, do Chile, assinaram tratado de acordo binacional sobre mineração. O acordo permite que empresas estrangeiras desenvolvam projetos em jazidas que se encontrem em regiões fronteiriças. Pascua Lama é o primeiro grande projeto a fazer uso desse tratado. A Barrick Gold pretende explorar uma mina a céu aberto, onde além de ouro, obterá também prata, cobre e outros metais secundários. A mina está localizada na fronteira entre o deserto chileno de Atacama e a província de San Juan, na Argentina. O processo de mineração prevê utilização de substâncias altamente perigosas, como o cianureto. Em fevereiro de 2006, a companhia conseguiu aprovar no Chile seu estudo de impacto ambiental e, em dezembro de 2007, obteve também autorização das autoridades da província de San Juan, na Argentina. Apesar disso, os ambientalistas afirmam que o cianureto e os demais resíduos da mina, por meio de drenagens ácidas, contaminarão as reservas de água da região. Desde o alto da cordilheira dos Andes, com nascente próxima à mina, flui ao Pacífico o rio Huasco. O vale desse rio é um verdadeiro oásis no deserto do Atacama e a região produz o melhor pisco do país, maçã e uva para exportação, além de outras frutas e verduras que abastecem o mercado local. São 70 mil habitantes que seriam diretamente afetados no caso de uma eventual contaminação. Um dos problemas mais sérios é que no local de exploração da mina está uma enorme geleira, na nascente do rio Huasco. Segundo Lucio Cuenca, diretor do Observatório Latino-Americano de Conflitos Ambientais (Olca), “eles propõem remover a geleira de uma montanha a outra, sem destruí-la. Isso, na minha opinião, é um insulto à inteligência dos chilenos e de todos em geral”. A mina utilizará também 370 litros de água por segundo, mais do que a média diária de um cidadão comum do vale Huasco. O projeto prevê um investimento de 950 milhões de dólares e uma vida útil de 20 anos. Porém, vale lembrar que as empresas estrangeiras de mineração que apresentarem perdas em seu balanço anual de pagarem impostos. Ou seja, se a bilionária Barrick Gold apresentar em sua contabilidade problemas financeiros por gastos com novos investimentos ou pagamento de dívidas, terá isenção tributárias. O Chile está hoje entre os 5 países do mundo mais confiáveis para o investimento estrangeiro, sua economia cresce a uma media de 5% ao ano. Ao mesmo tempo, o pais está entre as 10 piores distribuições de renda do mundo. O grande volume financeiro que as riquezas do pais trazem, ainda hoje chegam ao Estado graças à ação do “socialista” Salvador Allende. A ousadia do então presidente lhe custou a vida e a liberdade do povo do povo chileno por quase 20 anos. Hoje, a democracia vigente no pais não reverteu as leis promovidas pela ditadura militar. A CODELCO segue deixando 10% de seu lucro às forças armadas e a lei anti-terrorista é a mesma da época de Pinochet - de forma que muitos lideres sociais, indígenas e políticos estão encarcerados como terroristas. Em Santiago é comum a ação policial com bombas de gás lacrimogêneo e carros pipa reprimindo as manifestações sociais e estudantis. Assim mesmo, a herança deixada por Allende com a nacionalização deixa aos cofres públicos ainda hoje 6 vezes mais do que a soma do ingresso deixado pelas mais de 10.000 empresas privadas existentes no pais. Codelco representa sozinha mais da metade do ingresso para todo o pouco que o pais oferece em serviço públicos de educação, saúde, transporte e cultura. Será que os processo de nacionalização promovidos por governos mais ousados é realmente, como dizem muitos, uma medida populista e irresponsável? Enquanto isso, paises de imensas riquezas naturais como o Brasil e México ocupam respectivamente os lugares 65 e 55 no ranking IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da ONU. E Cuba, uma minúscula ilha isolada pelas restrições de comércio impostas pelo vizinho gigante, está na 52ª posição

 

A estética do filme

La Moneda é um documentário investigativo realista. Assim como seu antecessor KollaSuyo – A Guerra do Gás (melhor vídeo da XXXIII Jornada Internacional de Cinema da Bahia, Melhor Filme da VI Mostra do Filme Livre do Rio de Janeiro, entre outros prêmios), também de Pedro Dantas, estabelece estreitos vínculos estéticos com o cinema documental latino-americano. No entanto, vale frisar que não se trata de imitar ou copiar obras já realizadas, mas propor uma estética documental contemporânea enraizada na história já construída - uma história construída pela necessidade de resistência e revolução cultural, onde a forma do filme é tão valiosa quanto o conteúdo dele. A primeira questão que se faz importante refletir é: o que seria uma proposta estética do documentário latino-americana? Para pensar tal questão vamos citar algumas idéias e realizações de consagrados pensadores do cinema latino-americano. O argentino Fernando Birri é considerado um dos fundadores do Novo Cinema Latino-americano. Em 1956 criou em Santa Fé, província do interior argentino, a Escuela Documental de Santa Fé, e posteriormente, junto a Gabriel García Marquez concebeu a Escuela de Cine de los Tres Mundos, em Cuba. Birri explica que “nosso continente se caracteriza pelas grandes operações sincréticas. Atenção, digo sincréticas e não sintéticas!” Segundo Biiri, “aqui há uma série de dimensões de pensamentos. Se misturam a cosmovisão indígena – que por mais que tenham tentado extirpar, parece ter corrido por debaixo da terra e voltou a brotar. América Latina é hoje uma constelação de movimentos sociais indígenas. Temos também o imigrante, colonos que vieram com a cruz e a espada colonizar. Mas também há outros tipos de imigrantes, pessoas de diversos lugares do mundo que chegaram famintas, com libido revolucionária e criadora. A tudo isso se soma também a identidade africana, aqueles que chegaram como escravos e desde então lutam contra a opressão e pelo resgate cultural como forma de se conectar à terra-mãe distante e desconhecida”. Quando relacionamos estas idéias à pratica de realização de cinema documentário entendemos porque a técnica de montagem é um elemento muito importante e porque a obra do russo Serguei Eisenstein influenciou muito os grandes documentários latinoamericanos.

Eisenstein propunha justamente a sincronização dos sentidos e ressaltava a importância da dialética e da dinâmica do filme, que para ele podia ser entendida assim como uma peça musical – chegou inclusive a ilustrar roteiro de montagem justaposto a uma partitura musical. Vale citar sua importante experiência de filmar ¡Que Viva México!, entre 1930 e 1932. No México, não se contentou apenas com as imagens pictóricas surgidas nas obras de nomes cosnagrados como El Greco, Callot ou Goya, e também se relacionou com as linhas pouco matemáticas da arte primitivista. A influência da linguagem e das técnicas de montagem propostas por Eisestein podem ser observadas em Glauber Rocha - nitidamente no documentário Di, na obra do cubano Santiago Alvarez – em seu cuidado com a plástica, a simbologia das imagens e a possibilidade de recriar sentidos- como também em longos trechos de La Hora de los Hornos, de Fernando Solanas.

Outra característica fundamental da estética do documentário latino-americano é a sua veia realista, sua proximidade ao humano. Ou seja, mais que teorias e números nos importa o humano. É valorizada a percepção e sensibilidade humana em detrimento da fé tecnológica. É por essa razão que Birri ressalta o elemento Sincrético e Não-Sintético. Quando pensamos em sincronismo de sentidos, nos referimos a relacionar elementos que naturalmente não são parte de um mesmo todo. A matéria prima é realista. O som direto é valorizado, a câmera, certas vezes na mão, incorpora o ritmo da ação filmada. A música incidental também é valorizada; as filmagens de La Moneda registraram diversas manifestações de códigos humanos, presentes no cotidiano, na arte e na arquitetura. Foram filmados também os elementos naturais da geografia andina chilena e sua imponência. As filmagens estiveram atentas aos detalhes da realidade, buscamos elementos que representam o espaço físico e o imaginário popular de onde ocorre a trama do documentário. Na montagem surge a arte de sincronizar os sentidos das diversas gravações. La Moneda é um filme sincrético, justapõe, por exemplo, uma percussão urbana típica de Santiago a uma ação de repressão policial a um bloqueio de estrada no deserto de Atacama.

Direção e Roteiro PEDRO DANTAS

Direção de fotografia FERNANDO MARRON

Coordenação de Produção CAROLINA VALDÉS / PEDRO DANTAS

Produtora associada CAROLA OJALVO

Apoio de produção CRISTÓBAL MONTECINOS (EL CHAPA), en Conay SIU-LIN LAY LISBOA, en Antofagasta

Som direto CAROLINA VALDÉS

Montagem PEDRO DANTAS

Assistente de montagem RENATA MARTINS

Trilha sonora original - DEFENSORES DEL COBRE (variações de contra-baixo), de VINÍCIUS PEREIRA - DIA SEGUINTE, de VINÍCIUS PEREIRA Arranjos VINÍCIUS PEREIRA e VÍTOR CÁFFARO Pela Orquestra PRJ COISA FINA

Técnico de gravação MARCELO TUPI

Trilha sonora tradicional JULIO CÁNDIA y CLÁUDIO BIBAYO, música andina FUERZA MAESTRA, orquestra de sopro FLOR ISABEL, solos de charango boliviano

Restauração, mixagem e finalização de som MARCELO TUPI

PRJ COISA FINA Anderson Quevedo - Sax Barítono Daniel Nogueira - Saxes Tenor e Soprano Felippe Figueiredo - Saxes Alto e Soprano Amílcar Rodrigues - Trompete e Flugelhorn Abid - Trombone Baixo Milton Rodrigues - Trombone Vitor Cáffaro - Piano André Mota - Guitarra Vinicius Pereira - Contrabaixo Rodrigo Fuji - Bateria Bruno Prado - Percussão

Imagens adicionais CRISTIAN CANCINO, do documentário ¿ONDE ESTÁ AMÉRICA LATINA? CHILE TOP TEN - El Huanaco RICARDO CÁNDIA - alpinistas ALTACUMBRE, no glacial andino. SOLEDAD CEVALLOS, manifestação Mapuche em Santiago

Imagens de arquivo histórico FUNDACIÓN SALVADOR ALLENDE

Apoio de pesquisa OLCA (Observatório LatinoAmericano de Conflitos Ambientais) COMITÉ DE DEFENSA DEL COBRE

Fotografias Históricas MUSEO DE ANTOAFAGASTA

tradução ao inglês SYBILLE ARIANO

Atenção na CODELCO (Coporación Nacional del Cobre) PAULA ALVARO H. (Unidad de Relaciones Públicas)

colaboradores CRISTIAN y CRISTINA VALENCIA / PEDRO SEPÚLVEDA /ELVIRA VALDÉS / “COTE” JOSÉ MORALES / “EL CHINO” LUIS MARTÍNEZ / PATRÍCIO y ÁLVARO ROJAS / SEBASTIÁN / ISABEL ALEGRÍA

Colaboração de criação PAULO RAFAEL DA SILVA / DENIS SORIA

Agradecimentos JIMENA VALDÍVIA GILDA RIVAS GERMÁN TEJERINA

Agradecimentos especiais GABRIEL PRIOLLI / MALU VIANA

Apoio de realização FUNDACIÓN SALVADOR ALLENDE

Co-produtora TATARANA FILMES / Televisiíon América Latina (TAL TV)

realização SUSSUARANA FILMES

distribuição

Para el AVANT PREMIERE, apoyo: PASTELERIA DON EDMUNDO, pasteleriadonedmundo@gmail.com

 

 

vídeo

¡Assista trecho do documentário!